Porque o senador Alan Rick saiu derrotado desta eleição como um homem menor

 

 

O senador Alan Rick, candidato derrotado do Republicano, não saiu apenas derrotado com o resultado da campanha eleitoral encerrada no domingo e que deu a vitória da governadora Mailza, no segundo turno, com mais de 66% dos votos.  Ele saiu da campanha bem menor, pequeno mesmo, do atual processo eleitoral – e o assunto aqui não é sobre estatura.

Saiu menor por ter demonstrado, ao longo da campanha, que sua cultura democrática, de respeito ao contraditório, é pífia e que em todo o tempo em que se tornou político a depender da aprovação popular, era apenas um ator representando o que de fato nunca foi. O exemplo mais revelador disso tudo deu-se naquele episódio do aeroporto de Brasília em que desancou o atendente do aeroporto Franscilei. O que ninguém sabia é que o “parlamentar”, segundo áudios revelados durante a recém encerrada eleitoral, ele já havia ameaçado “Dar um murro na cara” e “quebrar os dentes” de Márcio Bittar, na época e agora que está reeleito, tão senador quanto ele – o que demonstra a falta de preparo psicológico para  a convivência com o contraditório.

Pior que isso foi, durante a campanha, ele tentar, via judicial, tirar do ar os sites de notícias, principalmente a este O Aquiri, cuja linha editorial não se coadunam com ele – logo ele que entrou para a vida pública como jornalista, profissão cuja razão de ser é o questionamento e a defesa dos valores democráticos, revelando, enfim, uma face da qual há muito se suspeitava: Alan Rick é um democrata de fancaria, um ator canastrão quando fala de respeito à vontade popular.

Foi o que ele demonstrou ao longo da campanha. Foi só se ver ameaçado de perder a eleição que recorreu aos serviços imorais de dois pulhas travestidos de radialistas que tentaram transformar uma ocorrência policial em Cruzeiro do Sul a um atentado político; ao perceber que os números de pesquisas já não o favoreciam, passou a atacar o diretor de um dos institutos atribuindo ao rapaz maledicências e falcatruas numéricas das quais nunca se ouviu falar; ao perceber que suas propostas já não tinham alcance popular, posto por já estarem em execução pelo atual Governo ou por absoluta falta de ideias novas, passou a tentar desmoralizar sua oponente na disputa com aquele vídeo em que uma mulher, com visíveis sinais de desvio de caráter, tentou atingir o marido da governadora, além de ter-se tornado um autêntico chato ao tentar, com ajuda de blogueiros irresponsáveis, espinhosamente corruptos e órfãos de credibilidade ou de qualquer nesga de dignidade, com a estória do diploma – mesmo a Justiça Eleitoral anunciando nada haver de irregular no registro de candidatura de Mailza Assis.

Muitos de seus cumplices, em defesa de Alan Rick, hão de dizer que “seria coisa de campanha”. Não era só isso. Era uma manifestação calhorda de um candidato que nunca teve nenhum apreço por mulheres, em todos os sentidos, ao colocar em dúvida a honorabilidade intelectual e a honra pessoal da governadora e de sua vice, alimentando a ilusão de que, se eleita, as duas teriam a eleição anulada e que haveria novo pleito para o cargo de governador no Acre, além da mentira, a tentativa de criar confusão na cabeça do eleitor mais incauto.

Enfim, Alan Rick sai desta campanha revelado quem de fato ele é, um ser humano pequeno, desonrado e capaz de recorrer aos expedientes mais sórdidos para fazer valer seus interesses, um autêntico proxoneta que a apolítica precisa aposentar de vez o mais rápido possível para o bem da democracia e da própria atividade.

Mas, como é necessário se encontrar virtudes mesmo no que há de pior nesta vida, a Alan Rick o povo acreano deve o fato de ele ter revelado também outro sujeito igual a ele, o empresário Rico Leite, que foi seu candidato a vice e que se revelou também um indigno da acolhida que o povo acreano deu a ele e sua família. Que a derrota lhes sirva de lição e que eles nunca mais ousem ou tenham  a veleidade de se arvorarem representantes do nosso povo.

Enfim, a derrota de Alan Rick e de seus cumplices não foi apenas a vitória de Mailza Assis. Foi a vitória da decência contra a imoralidade, a vitória da democracia sobre quem entrou na vida pública em busca de enriquecimento fácil através da política, a vitória da força das mulheres contra a cultura machista que tanto mal faz a este Estado, a vitória do argumento contra a força bruta.

O Acre fez história, mas, principalmente, fez Justiça: os canalhas jamais triunfarão!

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