Desrespeito à ética e às mulheres: como Alan Rick e sua esposa Michele executaram o chamado “Laranjal do DEM”

Na Sabatina da TV Rio Branco, candidato tentou constranger Mailza e seu marido Madson, mas  não explicou as “rachadinhas “com as emendas ao Instituto Leo Moura e como enganou candidata que recebeu R$ 250 mil e teve apenas 6 votos no chamado “Laranjal do DEM”]

 

A propalada sabatina da TV Rio Branco, realizada na noite de terça-feira (24/8), com os mais bem posicionados candidatos ao Governo segundo as pesquisas de opinião pública com vistas às eleições de 2026, mostrou muito mais do que queriam os diretores da emissora e seus jornalistas convidados.  Mostrou, primeiro, de que lado estão os diretores e os jornalistas, e que é balela a cantilena de que Mailza Assis, governadora e candidata à reeleição pela coligação “Avança Acre” não teria condições de enfrentar em debates o candidato a governador dos Republicanos, já que o senador Alan Rick, mesmo um jornalista de atuação duvidosa, projetou-se politicamente a partir de entrevistas na TV, que as fazia na condição de apresentador.

Mailza Assis, mesmo sob perguntas difíceis, manteve-se firme, serena, tranquila e mostrou que está pronta para o debate, com quem quer que seja. Até mesmo quando Alan Rick, maldoso e mau caráter que é, valeu-se da mentira de que o atual Governo desativou a Delegacia de Polícia de combate à corrupção, ela soube pedir o devido direito de resposta e disse que a delegacia não foi desativada e continua a atuar dentro da estrutura da Polícia Civil. Para quem tinha dúvida quanto a segurança de Mailza Assis no debate, dada a sua reconhecida fragilidade e ao que parece pouca experiência na vida pública, a sabatina da TV Rio Branco serviu para mostrar que os quatro anos que ela passou no Senado e depois mais quatro como vice-governadora a deixaram pronta para enfrentar até mesmo um adversário que se jacta de saber tudo de comunicação.

O momento mais delicado da sabatina deu-se quando um jornalista convidado levou o senador Alan Rk a comentar aquele vídeo no aeroporto de Brasília em que ele humilha e desanca um atendente. Na verdade, a pergunta parece ter sido previamente combinada com o candidato para que ele desse a cortada e procurasse ofender a candidata Mailza Assis e seu marido, Madson Cameli, por causa daquele vídeo em que ele aparece numa briga doméstica com a ex-mulher e que a oposição diz que é um caso de violência contra a mulher e ele se defende dizendo ter sido vítima de uma armação.  “É melhor bater na mesa do que bater em mulher”, disse Alan Rock, tentando escapar das cobranças e dos estragos que a divulgação do vídeo vêm fazendo em sua campanha e que será fatal quando começar o horário eleitoral.

Quando os marqueteiros botarem no ar os dois momentos em que Alan Rock, com os ricos (e não por acaso seu vice se chama Rico e é rico mesmo) tem um comportamento dócil e com os trabalhadores age daquela forma, com murros na mesa, gritos e palavrões,  a imagem de bom moço, de crente, essas coisas doces, vai de água abaixo porque aquele vídeo revela o que o senador sempre quis esconder: ele não passa de um homem mimado desde a infância e que é do tipo que é capaz de arrebentar o mundo ao ser contrariado. Faz o tipo do moleque que é capaz de arrebentar a cozinha e a casa toda caso sua mãe o negue mais um pote de doce – um tipo de gente que põe para fora suas frustrações e má educação doméstica e de infância daquela forma do aeroporto, aos gritos, ameaçando bater e arrebentar, principalmente quando está de frente de um pobre, de um trabalhador.

Por fim, o candidato disse que, se eleito, não nomearia “homens que batem em mulher”, numa clara tentativa de provocação a Mailza Assis, que nomeou o marido seu chefe de gabinete. Caberia a candidata a responder, se ela não fosse e não tivesse o comportamento sereno que tem, se ele nomearia homens que enganam a Justiça Eleitoral e que usam as mulheres para bandalheiras e falsas prestações de contas.

Foi, aliás, isso que o então deputado federal Alan Rick fez em 2018, na ação penal eleitoral em tramitação no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em que Sonia de Fátima Silva Alves, uma soldada da Polícia Militar do Acre, foi vítima do então deputado quando ele se aproveitou do fundo partidário especial destinado a ela, que era candidata a deputada estadual, e gastou em sua própria campanha. Por isso, enquanto Alan Rick se elegia deputado federal, a candidata Sônia teve apenas seis (isso mesmo, meia dúzia) votos. De acordo com a Polícia Federal, os recursos foram depositados e depois foi utilizado na campanha do então candidato. O caso ficou conhecido como “Laranjal do Demm”, já que primeiro foi parar na conta administrada pela senhora Michele Miranda, esposa de Alan Rick e que era tesoureira do DEM( (Partido político extinto) e depois foi para a conta do então candidato à reeleição de deputado federal Alan Rick. No caso, Alan Rick e a esposa Michele Miranda agiram no mesmo escript criminoso do filme Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas, lançado em 1967.  O caso da vida real está paralisado na Justiça Eleitoral, sem que a presidência da corte ou a procuradoria da República junto ao TRE se manifeste sobre o assunto. Graças ao poderio do mandato do senador, o caso tem sigilo nível 2 na Justiça.

A sabatina da TV Rio Branco era uma oportunidade para os jornalistas convidados fazerem perguntas sobre o assunto, mas ninguém falou. Sobre as emendas do parlamentar destinadas ao suspeito Instituto Leo Moura, onde há denúncias de “rachadinhas” por parte de Alan Rick, também a sabatina de silêncio total.

Mas vem aí o horário eleitoral, gratuito. É claro que lá haverá a oportunidade de o senador revelar onde estão os recursos das emendas repassadas ao Leo Moura e o que foi feito com os recursos públicos do “Laranjal do DEM”. Será a hora de mostrar que ele respeita de fato respeita as mulheres, porque, ao que parece até aqui, ele pode até não bater, mas rouba as mulheres!, e foi capaz até de envolver a própria esposa em suas bandalheiras.

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