Um dos empresários presos por tráfico internacional de cocaína no Acre é o herdeiro do Grupo Miragina

A mais antiga empresa de panificação acreana foi visitada pelas forças de segurança em busca de provas de uso de caminhões da empresa no tráfico internacional da droga do Acre para Sergipe, Goiás e Pará

Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC),  que investigam uma grande rede de tráfico de drogas interestadual a partir de Rio Branco, estiveram, nesta quarta-feira (11/2), na sede da empresa Miragina, uma indústria do ramo de panificação com mais de 58 anos de fundação e que funciona na rua do Aviário, no bairro do mesmo nome. Os policiais estavam em busca do herdeiro da empresa, o empresário Abrahão Felício Neto, um dos seis alvos das operações e um dos presos nas operações policiais desta quarta-feira.

A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Estado do Acre.

Considerado o número dois na organização da mais antiga empresa de panificação do Acre, fundada em 1967 por seu avô, Abraão Felício, “Abrãozinho  Neto” ou “Felício Júnior”, como o empresário é conhecido, é apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do tráfico internacional de cocaína a partir do Acre e cujas atividades ilegais se estenderiam por outros estados do país.

De acordo com a PF, o número 2 e herdeiro da  empresa Miragina é figura central no cenário empresarial do Acre, com assento na Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), como dirigente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Acre (Sindpan/AC) e na Associação Brasileira de Panificação e Confeitaria (Abip).

Além da prisão do empresário, os organismos de segurança responsáveis pelas operações policias cumpriram mandados de bloqueios na ordem de R$ 5 milhões em bens. Os mandados de prisão e apreensões, além dos bloqueios de bens, foram determinados pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, e em Aracaju, no Sergipe.

As investigações apontam que a organização criminosa atuava de forma estruturada e permanente, movimentando grandes quantidades de entorpecentes e utilizando mecanismos sofisticados para ocultar o patrimônio obtido de forma ilícita. Para dissimular a origem dos recursos, os investigados recorriam ao uso de pessoas interpostas e empresas de fachada.

Ao longo da apuração, foram identificados pelo menos cinco eventos principais relacionados ao tráfico de drogas, que resultaram na apreensão de aproximadamente 350 quilos de cocaína em diferentes estados do país, incluindo Pará, Goiás e Acre.

Outros cinco presos têm suas identidades mantidas em sigilo.

Felício Júnior é um dos líderes do grupo e exercia papel central na coordenação das atividades criminosas, sendo responsável por articular negociações e a logística de transporte dos entorpecentes entre os estados, informou a Polícia.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

O Grupo Miragina foi fundado em 1967 pelo casal Abrahão Felício e Miriam Assis Felício. Atualmente, Abrahão Felício Neto divide a gestão da empresa com seu tio, José Luiz Felício. Ele atua como vice-presidente da Miragina enquanto José Luiz, irmão de seu pai, é o presidente do grupo.

A investigação busca identificar se caminhões da empresa, responsáveis pela exportação do principal produto da empresa, as “Bolachas Miragina”, eram utilizados para o tráfico interestadual, com a droga misturada às embalagens dos produtos alimentícios.

A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, e em Aracaju, no Sergipe.

Para dissimular a origem dos recursos, os investigados recorriam ao uso de pessoas interpostas e empresas de fachada.

Ao longo da apuração, foram identificados pelo menos cinco eventos principais relacionados ao tráfico de drogas, que resultaram na apreensão de aproximadamente 350 quilos de cocaína em diferentes estados do país, incluindo Pará, Goiás e Acre.

A operação reforça o compromisso das forças de segurança pública no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado, buscando atingir não apenas a atividade criminosa em si, mas também a estrutura financeira dos grupos investigados.

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