As últimas da política local: Adem Araújo pode ser o vice de Bocalom e Márcio Bittar deve convidar Alan Rick para ser candidato pelo PL

Enquanto isso, Mailza Assis recebe a adesão integral do MDB e da família Sales para se tornar quase imbatível no Vale do Jurupá

 

Adem Araújo será o vice de Bocalom?

 

Discreto, Aldenor Araujo sempre pareceu avesso à política. Mas foi ao lançamento da pré-candidatura de Bocalom na Associação ComercialDiscreto, Aldenor Araújo sempre pareceu avesso à política, mas esteve no lançamento da pre-candidatura de Bocalom e pareceu muito à vontade

A candidatura do prefeito de Rio Branco ao governo do Estado agora em 26, se muitos duvidavam que fosse para valer, depois do último final de semana, quando Tião Bocalom percorreu municípios do Vale do Acre participando de encontro com lideranças locais e com antigos seguidores de outras campanhas, a conclusão é de que, se conseguir dobrar o senador Márcio Bittar e Ambos forem juntos numa chapa dentro do PL, faltaria apenas um bom vice para que o velho Boca chegasse ao segundo turno – se não ganhasse no primeiro turno -, possivelmente em primeiro lugar.

E o nome desse vice já estaria sendo gestado. E em acontecendo a gravidez, Bocalom já poderia correr para o abraço ao encontro da faixa governamental.

O nome do vice seria Adem Araujo, um dos dois sócios da rede de supermercado AraSuper, agora dividindo as funções de empresário com a de presidente da Federação de Futebol do Acre (FFAC).

 

Nome de peso

O nome de Adem Araújo como vice de Bocalom subiu na bolsa de apostas das especulações – leia-se também Padaria do Fuxico – desde o dia em que Tião Bocalom apresentou seu nome como pré-candidato a governador, na sede da Associação Comercial, no mês passado. É que, entre os empresários que fizeram questão de estar ao lado do prefeito naquele instante (como Jorge Moura, pecuarista e produtor rural; Assuero Veronez, presidente da Federação de Agricultura;  Ricardo Leite, diretor comercial da Ipê Empreendimentos e que no ato representava o pai José Eduardo Leite; Oswaldo Dias, da Star Motos, representado pelo filho; Beto Moreto, do Café Contri) estava também Aldenor Araújo, o irmão mais velho de Adem e o principal CEO do AraSuper.

AraSuper e Café Bocalom: tudo a ver

Como Aldenor Araújo é avesso àquele tipo de agenda, seu nome e o de seu irmão passaram á ordem do dia no campo das especulações; mas o que poderia ser apenas especulação, assumiu outro tom quando se descobriu que a rede de supermercados do AraSuper é a principal na venda e distribuição do “Café Bocalom”, produto extraído dos campos de cafeicultura pertencente ao prefeito.

Sentindo-se em casa

Outro fato que chamou muito atenção foi a tranquilidade de Aldenor Araújo ao se movimentar num ato político. Para um empresário que sempre fez questão de não manifestar apoio a quaisquer candidaturas, à esquerda ou à direita, Aldenor Araújo pareceu à platéia como se sentisse em casa ao lado de Bocalom.

A origem dos vetos

O que poucos sabem é que Adem Araújo, ao contrário do irmão maias velho. gosta, e gosta muito!. de política. Se dependesse única e exclusivamente dele, talvez já tivesse se submetido ao crivo das urnas, já que seu nome é lembrado a cada eleição, principalmente para cargos majoritários – senador, governador e prefeito da Capital. Os diversos partidos que gostariam de ter o empresário em seus quadros não escondem  o desejo de lançá-lo nem o empresário escondeu os diversos convites que recebe faz muito tempo.

O problema era o veto do irmão Aldenor e outros familiares.   

 

Aldenor flexível

Nos últimos tempos, no entanto, Aldenor estaria mais flexível e até aceitou de bom grado a dedicação de parte do tempo que seria dedicado pelo irmão na diretoria executiva do AraSuper à Federação de Futebol do Acre, cargo que ele assumiu a titularidade assim que faleceu o presidente Antônio Aquino, o Toniquinho, de quem era o vice.

Isso deu margem para às especulações de que o irmão mais velho de Adem também flexibilizasse para sua filiação partidária e concorrência em alguma chapa na corrida eleitoral deste ano.

E se houver a flexibilização entre os Araújos, Bocalom já teria meio caminho andado para receber o apoio deles. E se Adem viesse de vice, com a promessa de que, ao final do mandato, Bocalom saísse para o Senado para que o vice Adem Araújo virasse governador por nove meses, não haveria surpresa se a partir de abril, em nome da chapa Bocalom e Adem, o executivo passasse a fazer campanha na Capital e o velho Boca percorresse o interior, onde tem aceitação pela memória de outras candidaturas majoritárias das quais participou.

 

Os irmãos Anute

Mesmo com o distanciamento de Aldenor Araújo da política, de alguma forma, ele participou de algumas campanhas eleitorais. Isso deu-se quando permitiu quer Adem Araújo apoiasse abertamente as campanhas dos irmãos Luiz e Josemir Anute, seus primos de primeiro grau. Se alguém não lembra, os irmãos Anute, Luiz e Josemir, já assumiram mandatos – o primeiro, de vereadoer em Rio Branco, e o segundo, de deputado estadual.

Não é possível negar que ambos tenham sido apoiados pela rede de supermercados AraSuper.

 

Um vice na boca do povo

Pelo jeito, as especulações só acabariam se o próprio Adem Araújo viese a público e declarasse que não passa por sua cabeça a disputa e a política partidária. Enquanto isso não acontece, em todas as rodas onde se discute política – no bar, na padaria, nos restaurantes da rede supermercado, sim, em todo lugar, enfim, na boca do povo, Adem é apontado como vice de Bocalom.

 MDB com Mailza

Também na semana que passou, quando todos imaginavam que a política do Acre estava mais parada que água de igapó, eis que os donos do jogo mexem no tabuleiro. O governo de Gladson Cameli do casulo da política e se resolveu com o MDB. Agora é oficial. O MDB está definitivamente com Mailza. Não é mais conversa, não é mais fofoca. É realidade.

O jogo parece claro: O MDB participaria do futuro governo Mailza, deixaria de indicar candidato ao senado ou a vice da chapa e se contentaria com o apoio do Governo à chapa emedebista para deputado federal, quando poderia eleger até dois parlamentares.

Elegendo dois deputados federais e podendo manter os dois ou aumentar para três ou quatro número de deputados estaduais, o MDB, que por enquanto não tem quase nada, estaria cacifado para as disputas municipais de 2028, inclusive na Capital, se um dos deputados estaduais eleitos for o calejado Marcus Alexandre.

 

Os Sales à frente

Com a adesão do MDB e da família Sales à frente, a vice-governadora Mailza Assis, seu futuro Governo e sua futura candidatura à governadora passaria ter a maior rede de apoio do Juruá. Com os apoios que tem em questão de semanas, nas próximas pesquisas já é para alcançar Alan Rick na região, que lidera no Juruá entre 45 a 50% segundo as últimas pesquisas. No Juruá Mailza oscila entre 15 e 20%. Com a entrada efetiva de Gladson Cameli, Wágner e Jéssica Sales os números deverão mudar.

 

Não é assim que a banda toca!

Já o senador Alan Rick, sem um apoio de peso no Juruá,  poderá ver a sua candidatura se esfarelar por aquelas bandas e também pelo restante do Acre, incluindo Rio Branco, onde está o maior quinhão de eleitores. E não só por isso.

Segundo reclamações de quem é da política, Alan e seu grupo andam com pouca humildade. Talvez por liderar as pesquisas. É possível que possam  imaginar que podem ganhar sozinhos sem a força política dos partidos e dos operadores políticos que geram influência onde haja reunião e o assunto for a política…, achando que podem ganhar a eleição sem negociar com os segmentos que definem uma eleição majoritária no Acre.

Não é assim que a banda toca, senador!

Sem a grana do Banco Master

Aliás, Alan Rick acaba de sofrer um baque na sua campanha. O homem à quem este credenciava ser o seu principal apoiador político e financeiro acaba de desistir da candidatura à Presidência da República. Tarcísio de Freitas anunciou essa semana que irá disputar a reeleição ao governo de São Paulo. Com isso, os possíveis financiamentos do Republicanos, o partido do governador paulista ao qual Alan Rick se filiou às pressas contando com apoio financeiro, pode não sair. Candidato á reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas não iria investir dinheiro num candidato a governador, ainda que de seu Partido, a cinco mil quilômetros de distância do Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo paulista.

Se a decisão de Tarcísio de não arriscar-se numa eleição presidencial tem a ver com a desmontagem do esquema financeiro do Banco Master ou com a candidatura do Flávio Bolsonaro, ainda é cedo para se definir. Não se sabe ao certo. Somente o tempo dirá.

O que é certo – e o Acre inteiro – irá saber agora é o Alan Rick está sem padrinho político no plano nacional ou não.

Eu aposto que não.

Alan no PL de Bittar ?

A ida do senador Alan Rick para o Republicanos pelos braços de Tarcísio de Freitas envolveu muitas promessas. Por isso, começa-se a especular nas rodas políticas que quem está de olho no Alan é o senador Márcio Bittar, que talvez o convide para ser candidato ao governo pelo PL. Está bem claro que Bittar não quer apoiar Bocalom e Alan pode ser a saída da sinuca de bico na qual o esperto Márcio Bittar se meteu com a decisão de Bocalom de levar sua candidatura à frente.

 

Por enquanto, é só. Até a próxima coluna.

 

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