Desvios de emenda Pix: Eduardo Velloso tira o seu da reta e põe culpa em Mazinho Serafim

Deputado diz em nota que agiu na legalidade e que foi o então prefeito que executou a emenda de R$ 912 mil e que é ele que tem que ser investigado; Certo da impunidade, manda dizer que sua candidatura ao Senado “continua de pé”

 

O deputado federal Eduardo Velloso (UB-AC), por meio de sua assessoria de imprensa, em nota emitida nesta manhã de quinta-feira (29/1), eximiu-se de responsabilidade nos desvios de R$ 912 mil oriundos do Orçamento da União através das chamadas emendas Pix e que, segundo a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU), foram aplicados de forma irregular na contratação de uma banda musical em 2024, ainda na gestão do prefeito Mazinho Serafim, em Sena Madureira. O parlamentar empurrou a responsabilidade para o ex-prefeito, que estava no cargo e por isso foi o executou da emenda.

“Após a transferência dos recursos ao município, a responsabilidade pela execução, contratação de serviços e fiscalização da aplicação do dinheiro público é exclusiva da gestão municipal, não cabendo ao deputado qualquer ingerência sobre esses procedimentos”, diz a nota emitida pelo gabinete do parlamentar. “O parlamentar esclarece que a destinação da emenda seguiu rigorosamente os trâmites legais previstos na legislação vigente”, diz a nota.

Procurado, Mazinho Serafim não atendeu as chamadas telefônicas. Eduardo Velloso reforça que sempre atuou com transparência,  responsabilidade e respeito às instituições, “e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiante de que os fatos serão devidamente apurados e esclarecidos no curso da investigação”;

A nota diz ainda que tem convicção de que agiu dentro da legalidade e reitera seu compromisso com o uso correto dos recursos públicos, o fortalecimento do controle institucional e a plena colaboração com a Justiça.

E, ao que tudo indica, certo da impunidade, o deputado diz, por meio de seu assessor, que sua pré-candidatura ao Senado, “continua de pé”.

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS