Bocalom acaba o mistério hoje, quando vai revelar se é de fato candidato ao Governo do Estado em 2026

Prefeito concederá entrevista nesta manhã de segunda-feira, quando vai anunciar qual será seu destino e futuro político mesmo que seu Partido lhe negue legenda para a disputa

 

 

O mistério envolto no entorno do prefeito Tião Bocalom (PL) em relação à sua possível renúncia do cargo, em abril, para ser candidato ao governo do Estado agora em 2026, que perdura desde o ano passado, deverá ser esclarecido, enfim, nesta segunda-feira (19/1). Nesta manhã, no auditório da sede da Acisa (Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Acre), na Avenida Ceará, no bairro Dom Giocondo, o prefeito concederá uma entrevista, a partir das 9 horas, em que revelará qual será de fato seu destino e seu futuro político.

Embora haja quem torça contra a saída do prefeito, mesmo pessoas de seu grupo político, o prefeito parece determinado a vir ser candidato, revelam seus assessores mais próximos. O prefeito já teria inclusive comunicado o fato ao governador Gladson Cameli, do qual é aliado e que apoia a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, de quem o prefeito também foi alido. O mesmo comunicado ele teria feito a outro aliado, o senador Márcio Bittar (PL), presidente do diretório regional do Partido de ambos e que teria interesse que Bocalom permanecesse na Prefeitura para apoiar sua candidatura à reeleição como companheiro de chapa de Gladson Cameli, que deverá ser candidato ao Senado com apoio de Mailza Assis, a vice-governadora que estará no poder como governadora e candidata à reeleição. No caso, Márcio seria o segundo candidato ao Senado da chapa e naturalmente não poderia apoiar Bocalom.

Alheio à Márcio Bittar, que vem a ser responsável pela maioria das emendas que geraram os recursos com os quais o prefeito vem tocando grandes obras de infraestrutura na Capital, Tião Bocalom parece disposto a ser de fato candidato. Além de Márcio Bittar, sua candidatura ao Governo do Estado teria a oposição da cúpula nacional do PL, que incluiria o presidente Waldemar da Costa Neto e o presidenciável da sigla, o senador Flávio Bolsonaro.

No entanto, em Xapuri, durante o final de semana, de acordo com observadores, Bocalom já se comportava como futuro pré-candidato ao Governo, conversando como aliados e concedendo entrevistas em que apontava para a possibilidade vir a ser candidato ainda que o PL lhe negue a legenda. “Ele vai procurar um outro partido, ainda que seja pequeno”, disse um auxiliar do prefeito.

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