**Tião Maia, O Aquiri**
O policial legislativo, como são denominados os seguranças do Poder Legislativo e que cuidam das instalações do prédio-sede da Assembleia Legislativa e da segurança física dos deputados estaduais, Erson Magalhães, um homem bem relacionado com o poder e que costumava tirar férias coma esposa, a jornalista Mircleia Magalhães, no litoral brasileiro e até no exterior, foi preso nesta terça-feira (23//9), por ordem judicial. Ele é acusado pelo estupro de uma sobrinha no ano de 2021, quando a criança tinha apenas 10 anos.
Não há maiores informações sobre o caso por se tratar de um caso sob segredo de justiça, face ao fato de envolver uma criança. Segurança de deputados, nos últimos tempos ele deixara o serviço externo e estava lotado como técnico administrativo e trabalhando em atividades internas na sede da Aleac. Quando a Polícia chegou para dar cumprimento ao mandado, servidores e até deputados ficaram assustados.
Magalhães tem 69 anos de idade e há pelo menos 30 trabalha no Poder Legislativo do Acre, do qual é servidor de carreira. Natural do Vale do Juruá, assim como sua esposa, as informações entre amigos que circulam é que ele conheceu Mircleia Magahães em Mâncio Lima, quando ela era muito jovem.
Passaram a namorar e se casaram, vindo a morar em Rio Branco e a trabalhar juntos na sede da Alac, ele no setor de segurança, e ela na Comunicação Social, como jornalista. Costumavam viajar com frequência, inclusive para o exterior. Na Aleac é conhecida a história de que o casal, num ano qualquer, resolveu tirar férias em Las Vesgas, nos Estados Unidos. Detalhe: nenhum dos dois fala uma frase completa em inglês mas, mesmo assim, viajaram e votaram com muitas histórias contar.
Sobre o que nunca o casal – ou apenas Erson – falou foi sobre as acusações de estupro de vulnerável que corria contra ele. A vítima seria uma sobrinha. O caso tramitou junto ao Segundo Juizado da Infância e Juventude da Comarca de Rio Branco, onde o acusado foi condenado a 9 ano e 4 meses por estupro de vulnerável. O Inquérito foi concluído na Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav). O juiz do caso também condenou o servidor a indenizar a vítima em R$ 50 mil.
Erson Magalhães já está no presídio “Francisco D’Oliveira Conde”, em pavilhão especial onde ficam os criminosos que respondem por crimes de natureza sexual, já que tais presos não podem ser misturados a acusados por outros crimes. A lei que vigora entre os presos é que condenados por crimes sexuais, principalmente por estupros de vulneráveis, acabam por virar “mulherzinha” dos demais condenados.
A mesa diretora da Aleac, através do presidente Niclau Júnior (Progressdistas), aind anão se manifestou sobre o assunto.

