**Tião Maia, o Aquiri**
Na última sexta-feira (8/8), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva pela região Norte do Brasil, onde esteve no Acre e Rondônia, ganhou destaque um discurso da ministra do Planejamento, Simone Tebet. Ela fez uma fala histórica sobre a relação do Brasil com os EUA em meio ao ataque do tarifaço de Donald Trump, em defesa da defesa da soberania brasileira e da integração latino-americana, através da defesa do Corredor Biocêanico, projeto bilionário que deve conectar via ferrovias o Pacífico e o Atlântico. O projeto original prever uma ferrovia rasgando Brasil e passando por Rondônia e Acre.
“A China vai ser parceira do Brasil num projeto que vai ser a primeira ferrovia a interligar dois oceanos: o Atlântico na Bahia, passando por Goiás, rasgando o estado de Mato Grosso, chegando em Vilhena, aqui em Rondônia, chegando em Porto Velho, indo para o Acre e chegando no Peru, no Porto de Chancay, para fazer com que os nossos produtos cheguem mais rápido para a Ásia”, afirmou a ministra no discurso.
“Num momento em que o multilateralismo está sendo ameaçado, nós temos sim que respeitar os Estados Unidos. Nós precisamos dos Estados Unidos como parceiros comerciais, é verdade, Mas os Estados Unidos não podem se enganar, o nosso maior parceiro comercial hoje é a China, é a Ásia. Se a América do Sul, sem o Brasil, se a América do Sul, da Venezuela à Argentina, passando pela Bolívia, fosse um único país, esta América do Sul seria o nosso segundo maior parceiro comercial, estaria na frente dos Estados Unidos”, completou Tebet.
Depois, Tebet elogiou o presidente Lula. “É um presidente que tem coragem de falar o que está acontecendo em Gaza. É um presidente que tem coragem de falar o que está acontecendo com essas guerras. E porque eu sei que vocês querem ouvir o presidente Lula”, afirmou.
“Hoje a democracia ainda exige de todos nós a eterna vigilância. E nós seremos vigilantes, porque na realidade, nós não temos apenas um Congresso Nacional para eleger. Nós temos que reeleger aquele que é o único que teve a capacidade de olhar para os filhos da fronteira como vocês”, completou Tebet, de olho na campanha de reeleição do presidente em 2026.

