**Ele reclama de ser chamado pelo apelido em CPMI**
**Dilson Ornelas, Rio de Janeiro **
Antônio Carlos Camilo Antunes negou participação em esquema bilionário e recusou responder relator por parcialidade. Depoimento tenso resulta em proposta de acareação e confusão com defesa.
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, se queixou do apelido durante depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguridade Social), nesta quinta-feira (25).
O empresário, preso pela PF em 12 de setembro de 2025, é acusado de ser um dos principais operadores de um esquema que desviou mais de R$ 6 bilhões do INSS via descontos irregulares em benefícios de aposentados.
Antunes negou sua participação em fraudes e afirmou que provará sua inocência, alegando que seu patrimônio milionário é fruto de trabalho legítimo no setor privado. Durante a sessão, ele destacou sua trajetória como empresário e a ausência de vínculos com o governo ou entidades associativas. O depoimento, inicialmente marcado para 15 de setembro mas adiado por recusa da defesa, ocorreu após convocação de familiares e sob habeas corpus que impede prisão por silêncio.
“A gente está vendo aqui o poder que tem a desinformação e a fake news. Uma informação que começou a partir de reportagens que foram dadas, um enredo fantasioso sobre um personagem que seria responsável por tudo isso que está sendo imposto a esse Careca do INSS, que não sou eu”, disse o empresário.
Ele se recusou a responder perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), acusando-o de parcialidade por chamá-lo de “ladrão de aposentados” em declarações públicas. A tensão levou a discussões com o advogado, que ameaçou encerrar a oitiva, e à proposta de acareação com o economista Rubens Oliveira Costa, preso por falso testemunho na semana anterior.

