Se o Gladson Cameli mandar, sobem com certeza – mesmo que o prefeito tenha ganhado fama de “turrão” e que, quando põe um negócio na cabeça, se lasca mas faz.
A possível candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao Governo do Estado em 2026, com o apoio do senador Márcio Bittar (PL), que é candidato à reeleição, como na piada do português, parece ter subido no telhado. Isso significa que o prefeito, se mantiver a coerência que o coloca na lista de um dos políticos mais teimosos que já surgiu no Acre, o que permite a qualificação de “turrão” por alguns setores, ele até pode vir a disputar o governo mas sem Bittar em seu palanque, que estaria no da vice-governadora Mailza Assis, virtual candidata do futura União Progressistas à sucessão do governador Gladson Cameli.
Isso é que é possível depreender de entrevistas do senador nos últimos dois dias, desde que desembarcou no Acre no meio da semana para ir ao interior e participar de atos como, por exemplo, o de assinatura da ordem de serviços, pelo Governo do Estado, para a construção de pontes em alvenaria em substituição às de madeiras em rios e igarapés da zona rural de sete municípios acreanos, incluindo a Capital Rio Branco – um investimento superior a R$ 47 milhões. Os recursos foram obtidos graças às emendas de autoria do senador, segundo reconheceu Gladson Cameli em discursos no ato e lançamento do programa, na quinta-feira (9/10).
Não autorizo ninguém a negocia espaços em meu nome”, diz Gadson
Nesta manhã de sexta-feira (10/10), ao visitar as obras do Viaduto da AABB, em Rio Branco, que deve levar o nome do pai do senador (Mamédio Bittar), Márcio Bittar, ao lado do prefeito Tião Bocalom, foi incisivo ao declarar que Bocalom não seria candidato ao Senado, conforme havia sido sugerido por um dos cardeais do Palácio Rio Branco, o secretário de Governo Luiz Calixto. Aliás, tanto aquele como o chefe da Casa Civil, Jonhatas Donadoni, foram publicamente desautorizados pelo governador às negociações com partidos ou dirigentes em relação a espaços no Governo ou na composição de chapas que vão concorrer à sua sucessão e que incluem as duas vagas para o Senado. “Essas decisões serão minhas e não autorizo a ninguém a negociar isso em meu nome”, disse o governador..
Ao lado de Bocalom na visita ao elevado que deverá levar o nome de seu pai em homenagem ao senador por ter ido ele o autor de emendas que viabilizaram a liberação da maior parte dos recursos com os quais a obra está sendo erigida, Márcio Bittar reagiu com veemência aos rumores de que o Palácio Rio Branco teria ventilado o nome do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, como possível candidato ao Senado nas eleições de 2026 ao lado do governador Gladson Cameli.
Márcio fechado com Bocalom – só que não!
“Isso é possibilidade zero”, disse Bittar ao criticar a própria imprensa pela propagação de tais notícias. Segundo ele, notícias que têm o condão apenas de “desviar o foco do trabalho com a propagação de informações que, segundo ele, desviam o foco do trabalho em andamento.De acordo com o senador, ele e Bocalom estão “mais juntos do que nunca” O senador encerrou a entrevista reforçando sua confiança na continuidade da parceria com o prefeito. “Bocalom é meu parceiro e vai continuar sendo. O foco agora é trabalhar, não é discutir eleição que ainda está longe”, mas não se falou do apoio do senador a uma possível candidatura do prefeito ao Governo.
Na quinta-feira, quando o perguntei se ele seria candidato a governador, Bocalom disse: nunca escondi de ninguém que sempre sonhei em governar o Acre, o que tentei em duas vezes. Em 2010, batemos na trave. Mas fui eleito para ser prefeito e estou sendo, com muita determinação. Se isso for suficiente para, no ano que vem, se acharem que o nosso nome é suficiente para manter a Direita unida no Acre, estou à disposição”.
Ou seja, Bocalom continua pré-candidato. Mas, se ano qu vem, mailza Assis estiver bem, tanto ele como Márcio Bittar, empurrados por Gladson cameli, sobem em seu palanque.;
(ponha a foto do Bestene)
Mailza ganha no primeiro turno”, diz Bestene
Mailza Assis ganhará a eleição no primeiro turno, disse-me o ex-deputado José Bestene (foto), do alto de quem teve sete mandatos de deputado estadual e vai buscar o oitavo em 2026. “Pode escrever o que estou dzendo…”, disse.
Pronto, Bestene, esta escrito.
A ver, a ver…
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